domingo, 10 de agosto de 2008

Uma questão de perspectiva


Apetecia-me condensar o (meu) mundo (todo) numa caixa envidraçada e abri-la todos os dias para que o ar se renovasse. Mesmo o que no mais fundo de mim existe merece liberdade. (Justa ou não.)



Maria Rocha, 2008

5 comentários:

Gigi disse...

Se libertares tudo ficarás vazia. Creio ser necessário que sempre fique algo cá dentro por dizer ou por escrever. Esta é a minha prespectiva.
Descobri agora o teu blog e admirei bastante do modo como escreves.

Thiago disse...

Não o puderias condensar assim, porque a mesma terias que andar com ele. Vive-o apenas e respira com ele todos os dias um novo ar.

Tudo de bom ****

Vanessa Lourenço disse...

Merece liberdade? Não, não a merece. Ela vive disso mesmo, ela feita desse sentimento, desse estado, dessa condição que te pertence. Não te rodeies de almas que te dizem que o teu lugar é x com as coordenadas y e z, tu és a minha M. e pertences ao meu mundo, tal como eu pertenço ao teu e ambas pertencemos a nós e à nossa liberdade. Respira e renova esse ar sempre que quiseres, a chave está na tua mão. Um beijo demorado meu amor.***

Marta disse...

E se voasse em vez de ficar presa num mundo transparente?

*

M.R. disse...

gigi: E é uma boa perspectiva, a qual partilho também. Como em tudo, é preciso um corte, um acto extremista de vez em quando de modo a se chegar à renovação do que quer que seja.
E obrigada por teres cá vindo. Já te andei a ler também.

thiago: Se calhar venho tarde já, mas é para agradecer-te uma vez mais a leitura desse lado e também a partilha dos pontos de vista.

Vanessa Lourenço: Tu já sabes. Abraço enorme.

marta: Parece-me que a agarraria como a um membro do meu corpo até a fundir em mim para poder voar com ela...

:)

*